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4.13.2005

#16 - Ramadão

Não consigo compreender a minha entrega total ao meu trabalho. Passo a explicar... durante cerca de 6 anos da minha vida estudei química na faculdade, e o que estou a fazer agora não tem *nada* a ver com química. Era esse o plano no final do secundário, tirar química e seguir investigação (oh, to be young and foolish...). Quando fiz o meu último estágio, isto em agosto do ano passado, ainda me faltava uma cadeira para fazer em época de recurso, ou seja, Outubro. Nessa altura pensei para comigo "E agora?". Bom, para não ficar em casa sem fazer nada vou à procura de emprego. Alguns CVs e uma semana depois já estava feliz e contente em formação. Crise de emprego? Onde, pergunto eu? Trabalho é o que não falta, mas enfim estou a divagar, isso são outros quinhentos. A verdade é que nunca estive tão empanhado e motivado como agora, mesmo quando estava a estagiar naquilo que sempre quis fazer. Chega ao ponto, como hoje, de não parar das 9h30 às 21h00 excepto 30 minutos para almoçar por volta das 16h. Agora, será que quero ficar por aqui? Ou volto ao plano anterior de seguir investigação? A vida tem destas coisas, quando pensamos que já temos todos os pontos dos i's aparece-nos um j à frente, que também é letra e precisa de pontinho.
Enfim, uma coisa é certa. Com tanto trabalho (motivador) e pouco sustento alimentar vou ficar thin and gorgeous por alturas do verão... é a cereja do bolo diatético.
Ainda sobre tema "Trabalho", não odeiam quando, como quem não quer a coisa, fazem comentários sobre a vossa barba, ou ausência de corte da mesma, melhor dizendo. Isto agravado de um genial "Não foi à tropa, pois não?". AARRGGHHH!!! Claro que não fui a essa grande escola da masculinadade onde, para além de aprender-se a matar seres humanos, aprende-se como fazer uma cama e a fazer a barba! Que raios pá, é uma porra de barba de 2 ou 3 dias. MANQUEM-SE!
Vaca... deixa-me apanhar-te com o buço por fazer e vais como são elas: "Ah, estou a ver que também não foi à tropa...". Ah pois é, aaah pois é!

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Now playing ... Primus - Here come the bastards

2 comments:

heteroftalmia said...

Quando fizeres o comentário do buço serás concerteza apelidado de "insensível"!!! Há mulheres tanto ou mais «machistas» que os homens e por isso me recuso a entrar no «apelidanço» do homem português como misógeno "per se"! Não há é palavra para descrever o ódio geral da sociedade a tudo o que é diferente e minoritário!

Graven said...

Insensível e despedido também.
Pessoalmente eu não diria ódio, mas sim medo. Medo do desconhecido. Medo de pensar "fora do quadrado". Medo de gostar do socialmente inaceitável.