Contact...

12.26.2006

Estou assim com uma sensação de coito interrompido...

pois só vou ter o meu sofá, o qual já está pago claro, no dia 29. Aguardo ansiosamente o meu retiro para sonecas, tv-dinners e afins...

sofa

12.23.2006

Ah, só mais um concorrente para melhor mimo musical de 2006

Honeycut - Though kid

Soul e funk procuram parceiro electrónico para relacionamento musical pecaminoso e altamente viciante. Qual Gnarls qual quê! Venham os Honeycut com o primeiro álbum, The day I turned to glass.

12.22.2006

Post sobre confrontos e a necessidade de


U.N.K.L.E ft. Thom Yorke - Rabbit in your headlights


If you're frightened of dyin' and you're holding on...
You'll see devils tearing your life away.
But...if you've made your peace,
Then the devils are really angels
Freeing you from the earth

12.21.2006

Este é claramente um video clip que não foi feito para ser visto

... mas sim para ser acompanhado aos pulos e rodopios pela sala fora. Com camisas foleiras dos anos 80, de preferência.


The wedding present - Kennedy

12.17.2006

Post electro-musical a 3 BPMs

1) The Blow - Paper Television, duo electro-dinâmico para fazer concorrência directa à amiga peaches.


The long list of girls


2) Suburban kids with biblical names - #3, duo twee sueco a mostrar que o pop corre-lhes no sangue e que a salvação pode estar num vinyl, perdido algures num prado verde a norte. (eu sempre suspeitei...)


Loop duplicate my heart


3) Casiotone for the painfully alone - Etiquette, revelação lo-fi do ano, serve introspecções à lá Mountain Goats, mas acompanhadas de um belo casio. Deixo-vos a receita (não de pancake mix, espero) para uma excelente passagem de ano.


New year's kiss

12.10.2006

Rendição

s. f.,
acto ou efeito de render ou de se render;
remissão;
ou, como diriam os Ride...

Why should it feel like a crime?
If I want to be with you all the time.
Why is it measured in hours?
You should make more time,
you're welcomed in mine.

Shoegaze?

Pop pseudo-psicadélico (nice colours) de lágrima no olho e coração pesado, tocado de uma forma inerte e a contemplar o chão. Muita voz sussurada, em chorus e muita guitarra com reverb . Apresentaram-me estes moços no outro dia (e viva a aldeia global! Thanks Pete!) e foi amor à primeira escuta. Não tão mediático como Loveless dos My Bloody Valentine (outro álbum que é da casa), mas igualmente amado pela crítica, Nowhere é uma viagem monumental ao sentimento e eu, sigo o conselho do Paco e deixo que essa viagem me faça.




Ride - Vapour Trail

Then you fade away.
The sun will blind my eyes,
I love you anyway.
First you form a smile,
I watch you for a while.
You are a vapour trail,
In a deep blue sky.
Tremble with a sigh,
glitter in your eye.

You seem to come and go,
I never seem to know.
And all my time,
is yours as much as mine.
We never have enough,
time to show our love.

12.06.2006

...


ME
APETECE
GRITAR!

12.05.2006

Hoje acordei a pensar no passado...

e no forma como ele ainda está ligado ao presente.

I wish I could live free.
I hope it's not beyond me.
Settling down takes time.
One day we'll live together,
and life will be better.
I have it here yeah in my mind.
Baby, you know someday you'll slow.

And baby, my heart's been breaking

I gave a lot to you.
I take a lot from you too.
You slave a lot for me.
Guess you could say I gave you my edge.

But I can't pretend I need to defend some part of me from you.
I know I've spent some time lying.

I can't pretend I don't need to defend some part of me from you.
I know I've spent some time lying.

You're looking alright tonight.
I think we should go.
You're looking alright tonight.
I think we should go.



The New - Interpol


12.04.2006

O blog urbano

24-11-06_1523

Apetece-me deixar um comentário numa parede.

Vai um cheirinho de post-hardcore- screamo...

com palminhas e coiro em versão rave mission? A ideologia "hoje em dia é tudo malta" tomou de assalto o mundo musical. Nada é sagrado e tudo mistura-se... ainda bem! Deixo-vos com Sorry you're not a winner dos Enter Shikari, a tentar tomar o lugar dos At-the-drive-in desde 2003. Ah... e este não é o trunfo na manga para 2006. Esses parece que não têm dinheiro para fazer um video.



11.17.2006

A menina dança? (IV)

... The Rakes - Strasbourg




N.R: O Wolfing Hour tem um trunfo na manga ainda melhor, mas que infelizmente ainda não tem video, tal é a frescura da bandinha. Por agora deixo os The Rakes para evitar o lugar comum que são os Mäximo Park. Vou, no entanto, abrir o apetite dizendo que os tipinhos andaram por aí a abrir para os Arcade Fire e os Clap Your Hands Say Yeah, foram produzidos pela criatura responsável pelos Explosions in the Sky e My Morning Jacket e que a sonoridade está algures entre I love you but I've chosen darkness, The Stills e uns tais de Editors.

In the words of the Virgin Mary, "Come again?"

Numa sessão pós laboral de copofonia...

- Posso ver a playlist do teu iPod?
- Sim, força

(...)

- Não conheço nada disto. Isto é o quê, Rock?
- Sim, algumas coisas.
- Que seca, não dá para dançar.


Se até os góticos dançam, na sua vertente pessoal do "atirar milho aos pombos", porque não os pseudo-indie-post-qualquer coisa? Raios, até os emo/shoegazers, criaturinhas mais desalentadas com a vida que os góticos, dançam...



11.12.2006

Torna estas palavras tuas, quem quer que sejas...

e desfaço-me nas tuas mãos.


Your slim frame
Your eager eyes and your wild mane
Oh they keep me where I belong
All wrapped up in wrong

You’re to blame
For wasted words of sad refrain
Oh let them take me where they may
Believe me when I say

I will be your accident if you will be my ambulance
And I will be your screech and crash if you will be my crutch and cast
And I will be your one more time if you will be my one last chance
oh fall for me

Your slim frame
Your simple stare and your wrong, wrong name
Oh they keep me where I belong
All strung out in song

Why so tame
We could shoot wilder vines
Through younger veins
Sip slow from night’s deep wells
And watch our gardens swell
Once the seeds are sown
Wild and overgrown, you’ll see
Heart's colors changed like leaves

Oh sweet sweet tree
Fall for me
Fall fast, fall free, fall for me

Because I will be your ambulance if you will be my accident
And I will be your screech and crash if you will be my crutch and cast
And I will be your one more time if you will be my one last chance

Oh sweet tree, fall with me
Fall fast, fall free, fall with me


tv

Ambulance - TV on the Radio

After hour laboral

... ou A arte perdida de beber cevejas às 5 horas e 5 minutos.

Discutia-se alegremente a festa de natal que se avizinha. O dress code é "funky", com base nos anos 70 e 80, ou seja, tenho 1 mês e qualquer coisa para a persona a adoptar. É óbvio que a minha escolha primária seria o amigo Mozzer, mas falta-me a popa.





Aceitam-se sugestões... Instrutor de aeróbica? Calções de spandex, tshirt bem larga, sweatbands nos pulsos e hairband na cabeça? John "Strutting" Travolta?

11.10.2006

O meu blog não tem nexo, dar-lhe um rumo é dar-lhe um fim...

Este blog, e as suas ramificações, estão oficialmente à deriva.

11.07.2006

Foi você que pediu...

não um Porto Ferreira, mas sim uma epifania existêncial?


11.06.2006

Receitas para combater a nostalgia

Limpar a casa ao som de uma qualquer banda de rock progressivo, qual dona de casa desesperada subversiva. Pode não resultar, mas a casa fica um primor.
19713
(Para além da cor e padrões, adoro o detalhe do esfregão embutido... invenção de chinoca, só pode!)

11.04.2006

Pause

Imagem(38)

11.02.2006

Marie Antoinette

Pirâmides de eclaires e All Stars à parte, o que eu queria mesmo era ter o director musical da menina Coppola escondidinho debaixo da minha mesa, a meter música alegremente. Depois dos Air no Virgin Suicides e do Bryan Ferry no Lost in Translation, temos estes moços vindos directamente do limbo Division/Order a arrasar a competição rockeira-depressiva saudosista.



10.31.2006

A menina dança? (III)

... OMD - Electricity

SOS parede amiga

Parede branca com azulejos azuis, circa Marquês de Pombal segundo o velhote do 3C, perdida algures entre na rua do Pai Natal necessita de vestimenta apropriada para o inverno rigoroso que se avizinha. Está previsto um certo e determinado poster do Vertigo e uma foto a preto e branco bem artsy.

Aceitam-se sugestões.

p

PS: Sugestões de índole natalícia serão reencaminhadas para o arquivo morto e o seu autor obrigado a usar saias floridas com tule.

10.24.2006

Depois de 12 longos dias de privação internética...

só me apetece ganir mesmo.

10.10.2006

La Terremoto de Alcorcón

... ou Para o B., com um beijo subversivo.





Fom wikipedia.org:

La Terremoto de Alcorcón (in english Earthquake of Alcorcon), real name is Pepa Charro. Born in Madrid) is a Spanish singer.
She grew up in Alcorcón and she studied languages. She went to the United Kingdom to work as an au pair.
She's a member of the group Diabéticas Aceleradas since 1999. She lives in Majorca, where she has a bar.
She's known in Spain because of the parodies of Madonna's Hung up or Can't get you out of my head by Kylie Minogue.
Só consigo dizer... Pepa, I {heart} you!

PS: Esta posta tem o alto patrocínio do N.

10.08.2006

Insanidades para agraciar qualquer msn laboral

A menina dança? (II)

... Desireless - Voyage voyage




Rezam as más línguas que sexta passada os comunistas fatalistas ouviram Desireless lá para os lados da sua festarola na comuna. A rasta e barba manhosa dos meninos vai ser substituida pelo penteado espetado e cheio de gel, enquanto que as amigas freaks vão deixar a calça da feira do oculto e revitalizar a Madonna de 1984, com muita fishnet preta. Já não era sem tempo, na minha opinião.

DON'T GIVE ME COMPUTER EVILS!!!!

graven@nostromo:$ dd if=/dev/dvd of=Little.Britain.iso
dd: reading `/dev/dvd': Input/output error
2496+0 records in
2496+0 records out
1277952 bytes (1.3 MB) copied, 1.26398 seconds, 1.0 MB/s


(grrrr....)

graven@nostromo:$ FUCKINBASTARDCUNTFROMHELL
bash: FUCKINBASTARDCUNTFROMHELL: command not found

Moral da história: Computer says no and now it's going to get beatings.

You and I are a gang of losers

Se o primeiro álbum, No cities left, era e é estupidamente bom, Gang of losers não fica atrás. Começo a desconfiar que as bandas canadianas são entidades à parte no mundo musical isto porque não são de todo afectadas pelo temido sophomore slump. O som, esse foi alterado, mas não perdeu qualidades. Deixa-se de parte o dramatismo dos violinos e aposta-se forte das guitarras e nas meninas das teclas, sempre prontas para um belo acompanhamento vocal. O conteúdo trágico a roçar no desespero previsto pelo título do próprio álbum, continua presente, por exemplo, no single Ticket to immortality: "I hang with all pariahs/everyone has had their fun with me/ but the world is really gonna love you". Deliciosamente trágico, mas ainda existe a esperança de não estarmos sozinhos em You and I are a gang of losers (de longe, a cereja no topo do bolo) em que se declama "You and I are on the other side of almost everything/ 'cause we got the same heart". Os The Dears ao desconstruir o som monumental de No cities left graceiam o público com a melhor razão para ficar nos primeiros dias de inverno que se avizinham, mas ao mesmo tempo deixam-nos ansiosos por mais um excelente álbum.

Para prever o álbum - www.gangoflosers.com (ide ide, o que fazeis aqui?)

Ticket to immortality




Whites only party



10.07.2006

Mensagem do fundo

O conhecimento das circunstâncias e de todas as suas variáveis não significa que saibamos o resultado da equação, mas algo pode ser previsto...

Acções inomináveis = Reacções catastróficas

9.26.2006

Se a cocaína é a forma que Deus arranjou para nos avisar que estamos a fazer demasiado dinheiro então...

o Sex and the city é o alerta divino que estamos a pensar demasiado no passado, invés de aproveitar o presente. Vou é dedicar-me à bola... ouvi dizer que as epifanias futebolísticas são bastante mais suaves.

9.21.2006

A vida na periferia informática não é nada fácil

Duas razões para precisar do windows:

1) Fazer updates ao software do iPod.
2) Revitalizar a minha antiga conta do magic online.

Alternativas desesperantes, em maior ou menor grau:

1) Wine. O Wine é maligno. Tem uma suposta consola que de intuitiva não tem nada. O winetools, add-on do wine, é suposto facilitar a configuração do dito cujo. Se o wine é maligno, o winetools é a sua prole. Falha miseravelmente. Oh se falha. Para algo que é suposto ser open source e perfeitamente configurável, ambas as aplicações não permitem sequer alterar a directoria para onde instalar a imagem da drive do windows. Isso para mim é problemático. Ok, tenho de admitir mea culpa nesta parte. A forma como fiz as partições não foi a mais inteligente. Bom, adiante...
2) VMware ou Xen. O primeiro não dá para descompactar sequer. ARGH! O segundo involve grub. I'm not the grub type.

Ok, talvez a culpa seja minha por ter demasiada preguiça para investigar uma solução para estes pequenos problemas. As vezes dou por mim a pensar em instalar um windowszinho, mas apenas a ideia de voltar a ver aquele maldito botão verde do start dá-me a volta ao estômago. Acho que hoje em dia associo o windows aos pcs do trabalho.

Enquanto isso o meu leitor de mp3's continua com um software neolítico, mas que funciona. Se é por agora ou não, não sei, mas de nada serve entrar em pânico antes do tempo. Quando ao magic... bom, tenho aqui um clone do minesweeper bom para xuxu!

(denial is bliss...)

9.20.2006

A menina dança?

... Cabaret Voltaire - Sensoria




9.13.2006

Ode ao Frankenstein e todos os outros tipos estranhos e socialmente inaptos

... segundo o evangelho New Monster Avenue dos Mountain Goats.

I look down at my hands
Like they were mirrors

Fresh coffee at sunrise
Warm my lips against the cup
Been waiting such a long time now
My number's finally coming up

All the neighbors come on out to their front porches
Waving torches

9.11.2006

Top of the pops (II)

... According to plan - I love you but I've chosen darkness.




PS: O objectivo seria postar um video dos tipos em primeiro lugar, mas como já o fiz à duas postas atrás (antes da lista das músicas mais ouvidas ser actualizada) decidi pôr algo dos tipos em segundo. Para além disso, depois de um post sobre a inevitabilidade da idade, nada melhor que algo escuro, sombrio e fatalista... "in a perfect world, the perfect place is with you, the truth is, the world is without hope"

PS2: Eu até sou um tipo simpático e bem disposto.

PS3: A sério!

PS4: Excepto quando acordo e até beber um café e fumar um cigarro.

Idades

Algures nos comentários deste blog fala-se sobre "idades" o que remete o meu aniversário, que se avizinha perigosamente, do meu subconsciente directamente para o lóbulo frontal. A minha atitude perante o avançar da idade foi e está a ser alterada ao longo do tempo. Se anteriormente aguardava com alguma expectativa os trinta, hoje em dia já não acho tanta piada à ideia. Não só a falta de "cabeça" parece ser transversal a todo o espectro da idade, o que me deixa com um grande desalento com bicho-homem de hoje em dia. Eu sei, alguém que me bata, mas enfim... a malta é jovem e semi-iludida... Estou neste momento a 4 anos de distância do dito acontecimento e os sentimentos são neutros, mas se a tendência se continuar a verificar, aguarda-me uma entrada nos trinta um tanto ao quanto problemática e uma entrada nos 40 (idade a que associo a crise de meia idade) verdadeiramente catastrófica.

Espera-me então uma crise de um terço de idade aos trinta. Equaciono comprar um vespa (não me perguntem porquê, acho-lhes piada), mas aceitam-se outras sugestões para melhor lidar com a situação.

9.09.2006

A minha vida dava uma banda sonora (III)

... Still in love song - The Stills (sub-série "Fantasmas do passado-presente")

we were lovers
we were kissers
we were holders of hands
we were make believers
just losing time

and you said you'd rather live in tv land
than say that you care
but you don't
that's heartless and i will not cry

but i'm still in love
and i'm still in love
and i'm still in love
and i'm still in love

your dreams of acting onscreen
what do they mean
you'll be dancing senseless in your bedroom

and you find yourself out of a job
and before too long
you'll be selling lemonade to the overpaid

and i'm still in love
and i'm still in love
and i'm still in love
and i'm still in
love

i remember
it was summer
i was out of my head
but you weren't you're selfish
and a waste of space

but i'm still in love
and i'm still in love
and i'm still in love
and i'm still in love
i'm still in love
and i'm still in love
and i'm still in
love


É oficial

A residência Graven está oficialmente a ferro e fogo. Toda e qualquer expectativa de passar um sábado descansado em casa enfumou-se, pelo que vou meter os pés ao caminho (de lisbo... perdão, luzboa) e tratar de ver uma espanholice qualquer com a Penélope das Cruzes na companhia do mui afável "Incest-is-best" N.

Lê, meu estúpido!

Estou um bocado farto de gente que apenas só vê caras. No sentido figurado, pois se digo caras, na realidade tambem refiro-me a outras partes do corpo. Há já muito tempo que desisti de explicações longas e detalhas de quem sou, o que procuro, para onde vou, qual a minha posição em relação à morte assistida e se misturo o strogonoff com o arroz. De nada vale. Os commodities que reinam hoje em dia, e para todos os efeitos desde sempre, são os cús, as pilas, as costas, os cotovelos, os dedos mindinhos, os pêlos e, em algum casos, até membros engessados. Tudo o resto é periférico, até as coisas mais básicas como o nome e até a localização.

Se ler nas entrelinhas é uma arte então, no que diz respeito ao social networking, ler de todo é uma causa perdida.

Onde é que estes tipos deixaram a nave? (I)

Os The Shins apanhados enquanto se deliciam num joguinho de Bingo com as vóvos, em registo Hola versão Indie. Embora pareçam estar a perder, lá divertidos estão eles. Fica o alerta de um novo álbum para inícios de 2007, enquanto isso é tocar Chutes too narrow até à exaustão e esperar que façam mais alguma colaboração jeitosa e maneirinha como a que fizeram com os The postal service.

The_Shins_playing_bingo

Dou então início a uma nova série, "Onde é que estes tipos deixaram a nave?", para transmitir as histórias mais escabrosas dessa gentalha que se acha alternativa e independente. A história do Nick Cave com o Blixa Bargeld nas caves de Berlim fica para outro dia.

9.07.2006

Confidências (III)

i) Estou desocupado, mas não livre (emocionalmente).

ii) Estou, no fundo, encalhado.

iii) Acredito que o universo (Deus, Ala, insira-a-sua-dividade-de- preferência-aqui) não dorme em serviço. Há quatro anos atrás acredito que mereci conhecer o ex-Sr. Graven. Toda a gente diz o mesmo, que é preciso olhar em frente em e não para trás. Eu próprio o digo, de uma forma completamente racional. No mesmo dia, disse-o a duas pessoas diferentes. A resposta foi idêntica, um encolher de ombros, que fica algures entre o conformado e o derrotista. Eu? Eu encolho os ombros também e penso num dia em que vou acordar, qual tabula rasa emocional, pronto para algo novo e completamente diferente. Até lá, a música teima em pautar o ritmo dos meus dias e o meu estado de espírito. Aquela musiquinha bem deprimente do Moby com orgão casio a acompanhar-me no barco a caminho de Lisboa. A outra, igualmente deprimente, da Sinead O'Connor no Irish, em que a tipa fica esparramada na sepultura de alguém. E ainda a dos Tv on the Radio, em que o moço não consegue deixar de ficar "worried and wondering" pois "all your dreams are over now/All your wings have fallen down". A prova de que o universo não dorme mesmo em serviço, ficou reservada para o final de noite, altura em que num qualquer autocarro nocturno, encontrei um pequeno tónico sob a forma de um tipo bem giro e com o qual tive um encontro, que teve tanto de fortuito como de furtivo, na porta 14 de uma rua qualquer em almada. Não resolve o problema do coração, mas distrai a mente e sacia o bichinho da luxúria.

Top of the pops (I)

... F.E.A.R. - Ian Brown



Adenda: Esta série reflecte o primeiro lugar da playlist semanal gerada pelo last.fm e que se encontra na coluna à direita. Que saudades de londres...

9.04.2006

O calor e os donuts

Que raio de tempo é este, que derrete o açucar do donuts de um gajo. O meu lanche correu mal, alias escorreu para cima de mim.

É caso para dizer que agora sim, estou um verdadeiro docinho!

8.29.2006

Associação livre de acontecimentos

Tendo rapinado a colecção Stanley Kubrick ao meu irmão, iniciei a tarefa de escolher um filme para ver (ou rever, consoante o filme). Decidi começar pelo fim, ou seja, pelo Eyes Wide Shut. Vamos evitar a discussão filosófica se o último contributo cinematográfico do senhor é o Eyes Wide Shut ou metade do A.I., ok? Não consegui acabar, mas foi o suficiente para me colocar numa trip de bizarria. Calma, eu explico. Do Eyes wide Shut e passando para o Clockwork Orange, a minha escolha cinematográfica cedo teve repercussões catasfróficas no meu mood musical. Começa a evocação musical aos moloko (I just can't help myself, algo para outro post dentro da temática Poor impulse control aplicada à libido), passa para Goldfrapp e acaba, com toda a naturalidade possível (para o tema em questão) em Mr. Oizo. Uma salada sonora que tem tando de improvável como de apetecivel. Entretanto já está na calha Moustache (Half a scissor). Bem pode ser mais do mesmo porque o que a malta gosta mesmo é de demência musical.

Tudo porque uns tipos decidiram tomar um copo de leite, entre um espancamento e uma violação.

Got milk?


AClockworkOrange4

8.27.2006

A minha vida dava uma banda sonora (II)

... Sétima Legião - Além-tejo

Nas terras do Além-Tejo
ao fim dos vales, um monte
Quatro noites para um rio
encontrei-te junto à ponte...


Do passado de um rio
ficou por contar a
primeira vez
O passado de um rio
ficou de voltar
outra vez
Passaste como um rio
que eu cantei e me
deixou aqui
passaste como um rio
e eu não sei passar
sem ti...

Soube o teu nome além Tejo
talvez
fosses quem perdi
Passaste como um rio
e hoje não
passo sem ti.

NR: Não. O postador de serviço não está apaixonado, mas sim deslumbrado por ainda encontrar pessoas genuinamente e intrinsecamente boas. Obrigado P. pela cerveja, companhia, gargalhadas, devaneios e guarita. Ah! E sem esquecer as torradas, claro. O caminho para o coração de qualquer homem é tortuoso e não menos gastronómico.

8.20.2006

Hoje tenho visitas

sandbox

Um velho amigo, para recordar os bons velhos tempos. A tequila? Essa já está de fora, à espera de um convite.

Na cabeçeira...

Depois de um passagem pelas realidades alternativas e fracturantes Dickinias (sim, esse do Blade Runner), aguardam-me as crises existênciais Austerianas. Com um pouco de Anaïs Nin em versão autobiográfica para desanuviar.

8.06.2006

Pois que...

O dito cronograma não foi seguido à regra. A dada altura o improviso foi a palavra de ordem. Bica e não suave. Definitivamente não ao Bric, dado a companhia canina da Madame Duffy, mas passeio pelo Jardim do príncipe real. Pita shoarm da praça de Espanha no lugar de um caldo verde acompanhado de pão com chouriço.

O menino, como é habito, foi uma boa companhia, o que é raro hoje em dia.

8.05.2006

Categoria, ou falta de ...

Para além do The Wolfing Hour ter recebido umas quantas visitas, o que por si só é de estranhar dado este bloguísta ser arraçado de ermita, têm sido feitos comentários no equivalente blogueiro da ilha de Nauru. imagine-se só. Aparentemente algures no tempo e espaço decidi moderar os posts quando recebi algum spam e então os comentários ficaram a marinar no "moderate comments" do Blogger. Os emails ficaram igualmente a marinar, mas numa caixa de correio discontinuada. Bom, os comentários foram todos aceites, naturalmente. As minhas sinceras desculpas Je maintiendrai, Randomsailor, Kraak/PeixinhoK, Sandra, Katraponga, Mister Agá e dcg.

As receitas culinárias serão postas à prova. As propostas indecentes serão analisadas e a sua legalidade será verificada antes de serem executadas.

A tragédia dos planos para sábado à noite - Acto I

"Puto", diz-me ele como se tivesse o dobro da minha idade,"queres
sair um cadito logo mais?"

"SIM!"
"onde queres ir, gajo?"
"COPOFONIA E CASAL GARCIA"
"eu muita copofonia não posso, mas sair um cadito acho uma
ideia boa"
"Acho que ando a compensar as copofonias que não fiz enquanto estive
com o P. Não me arrependo de nada, atenção. Prioridades diferentes"
"e naturais, n é? :)"
"Ora, o cronograma será o seguinte:
23h00 - Suave, abertura das hostilidades com uma cerveja preta,
comentando os freaks.
24h00 - Maria Caxuxa, 2ª cerveja preta e comentamos os pseudo artistas portugueses.
01h00 - 7º céu, 4ª cerveja preta e perguntamos a todos os presentes
com calças e tshirts fashion rasgadas se acham realmente normal
comprar roupa estragada.
01h30 - Portal Largas, 5º cerveja preta, metendo conversa com todas
as twinkas musculadas, perguntando quando é que foi a última vez que comeram algo que não fossem esteróides.
02h00 - Bric, é o descalabro total. Traçamos imediatamente planos para
nos evadirmos deste país de bichas e machonas armorizadas.
03h00 - Caldo verde na merendeira, já um pouco grogs, mas totalmente
alegres.
"CREDO!!! eu n tinha pensado em nada disso!!!! tinha pensado
em algo verdadeiramente MUITO mais soft."

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Conclusão: Só me dou com meninos.


Adenda: O post já causou celeuma. Adoro provocar. Fica descansado que és um dos meus meninos mais queridos.

8.02.2006

Self alienating catharsis is bliss

The name says it all. Bastard sons of a kinky triad composed of 80's Depeche Mode, Joy Division and Bauhaus, I Love You But I've Chosen Darkness flaunt they Texas doom and gloom proudly in the new millennium.

Who said new-age cowboys couldn't find happiness in misery?




(post feita originalmente no last.fm)

7.24.2006

Word as it...

That God is in small things. That details matter. That what is really important is invisible to the naked eye. People say lots of things, that's for sure. Some are true, but most are not. Closing my eyes and listening to The Eraser, I realize that it's all just a gigantic fucking time warp on a bad fucking acid trip, where people aren't too busy groveling, throwing bombs at each other, for money or land or creed or fear. Everyone is gone, everything is pristine clean and the music pulses, fold and unfolds upon itself, in an infinite manner of ways and directions. Closing my eyes and listening to The Eraser, I wonder if the people holding all the nasty red buttons also hear The Eraser, and dream of their own personal universes devoid of other people.

Ever changing, similar, but never quite the same, Thom Yorke burst out solo with a magnificent piece of electronica, tinged with just the right amount of guitars and whatnot. A auspicious first effort for a brilliant musician.



(post feita originalmente no last.fm)

A unir os pontos

Os meus amigos perguntam-me como é que tenho paciência para estar sempre à procura de músicas novas na internet. Novas no ponto de vista temporal ou pessoal. A verdade é que estou a tentar compensar tempo perdido, desesperadamente. Quando era novito, pouca música ouvia. A pouca música que ouvia era na televisão. Não havia rádio, muito menos gira-discos ou algo do género. Apenas televisão. Talvez seja por isso também, que hoje em dia tenho alguma fobia à maldita caixa. O primeiro cd que ouvi foi o Dirt dos Alice in Chains. O primeiro cd que comprei, o Unplugged in New York dos Nirvana. Daí ter paciência para ver site de música atrás de site de música, unindo pontos familiar, músicas e bandas de que gosto, com outros pontos, completamente desconhecidos, que lhes são referenciados.
O blog tem uma secção nova, chamada "NO CANTANTE...". Através dessa secção é possível saber o tenho ouvido na passada semana. Um serviço cortesia last.fm, o qual registei sob o nome de (drum crescendo please) Graven. As postas do journal interno do last.mf serão replicadas no Wolfing Hour.

6.30.2006

VII

Local: Uma esplanada qualquer em Almada.
Hora: Entardecer.
Intervenientes: Actor principal (yours truly, Mr. G) e actor secundário (D).
Adereços: Dois cafés, duas águas das pedras frescas e um baralho de tarot.


D: Diz um número.
G: Um número qualquer?
D: Sim, o primeiro número que te vier à cabeça. Não penses muito.
G: Ok, sete!
D: Sete? Esse é um bom número.
G: Porquê?
(D tira do baralho dos arcanos maiores VII - Le Chariot)

chariot

D: Olha para a carta e diz-me as primeiras palavras que te vêm à cabeça sobre ela.
G: Conquista.
D: Sim, mais...
G: Realeza... orgulho...
D: Mudança.

*****

Duas postas atrás escrevi a crónica do último ano do meu (ex) relacionamento, a "crónica de uma morte anunciada". Não foi nada fácil lidar com um "Sabes, temos de ter uma conversa. Não sei como, nem quando, mas agora é uma altura tão boa como outra qualquer...". Por mais que já estivesse à espera deste desenlace, nunca estaria mentalmente e psicologicamente preparado. Triste sina esta a dos "românticos inveterados", que acredita até ao fim.

Aguarda-me um mundo, contra o qual avanço munido de uma enorme vontade de mudar.

5.06.2006

A minha vida dava uma banda sonora (I)

... The Streets - Dry your eyes

In one single moment your whole life can turn 'round
I stand there for a minute starin' straight into the ground
Lookin' to the left slightly, then lookin' back down
World feels like it's caved in - proper sorry frown
Please let me show you where we could only just be, for us
I can change and I can grow or we could adjust
The wicked thing about us is we always have trust
We can even have an open relationship, if you must
I look at her she stares almost straight back at me
But her eyes glaze over like she's lookin' straight through me
Then her eyes must have closed for what seems an eternity
When they open up she's lookin' down at her feet

Dry your eyes mate
I know it's hard to take but her mind has been made up
There's plenty more fish in the sea
Dry your eyes mate
I know you want to make her see how much this pain hurts
But you've got to walk away now
It's over

So then I move my hand up from down by my side
It's shakin', my life is crashin' before my eyes
Turn the palm of my hand up to face the skies
Touch the bottom of her chin and let out a sigh
'Cause I can't imagine my life without you and me
There's things I can't imagine doin', things I can't imagine seein'
It weren't supposed to be easy, surely
Please, please, I beg you please
She brings her hands up towards where my hands rested
She wraps her fingers round mine with the softness she's blessed with
She peels away my fingers, looks at me and then gestures
By pushin' my hand away to my chest, from hers

Dry your eyes mate
I know it's hard to take but her mind has been made up
There's plenty more fish in the sea
Dry your eyes mate
I know you want to make her see how much this pain hurts
But you've got to walk away now
It's over

And I'm just standin' there, I can't say a word
'Cause everythin's just gone
I've got nothin'
Absolutely nothin'

Tryin' to pull her close out of bare desperation
Put my arms around her tryin' to change what she's sayin'
Pull my head level with hers so she might engage in
Look into her eyes to make her listen again
I'm not gonna fuckin', just fuckin' leave it all now
'Cause you said it'd be forever and that was your vow
And you're gonna let our things simply crash and fall down
You're well out of order now, this is well out of town
She pulls away, my arms are tightly clamped round her waist
Gently pushes me back and she looks at me straight
Turns around so she's now got her back to my face
Takes one step forward, looks back, and then walks away

Dry your eyes mate
I know it's hard to take but her mind has been made up
There's plenty more fish in the sea
Dry your eyes mate
I know you want to make her see how much this pain hurts
But you've got to walk away now
It's over

I know in the past I've found it hard to say
Tellin' you things, but not tellin' straight
But the more I pull on your hand and say
The more you pull away

Dry your eyes mate
I know it's hard to take but her mind has been made up
There's plenty more fish in the sea
Dry your eyes mate
I know you want to make her see how much this pain hurts
But you've got to walk away now.


5.03.2006

O universo tem destas merdas...

Isto de tornar um relacionamento estável, de presença, físico, num relacionamento à distância não é nada fácil. A partir do momento em que se decide continuar, continuar a tentar, sendo essa decisão efectivamente pensada ou puramente compulsiva, a insegurança surge no primeiro instante. O ajuste de velhos hábitos às novas realidades é gradual. Ou não. A cada regresso a puta de insegurança aparece, vinda do nada. Aquele bichinho impertinente que, de modo geral, vive calado (ou sedado, cada cabeça sua profilaxia) bem no fundo do iceberg do consciente. A notícia de um regresso deixa de ser recebido com pulos de alegria e o pensamento, essa cabra desgarrada, diverte-se com cenas tristes.

Fiz um cigarro e peguei numa peça de roupa. Arejar as ideias pareceu-me uma boa ideia. Enquanto me vestia, o Deus da VH1 agraciou a minha saída pensativa com uma estranha banda sonora... Don't worry, be happy.

Don't worry, be happy indeed. One tries.

5.01.2006

TOOLísmo (V)


Chave de bocas (e não só... lol), cortesia Tool.

TOOLísmo (IV)


Será que se eu for agora para uma fnac e esperar pela meia noite consigo comprar o album?

Hummmmmm..........

Entretanto, o site oficial sofreu umas mudanças. Tem uma intro nova, que torna o site em tudo semelhante ao de um filme. Gosto do conceito.

4.17.2006

Toca lá isso outra vez, samuel!!! (II)

... ou A simplicidade do divino sob a forma de vibrações sonoras.

Segundo consta, a música pode induzir estados de alegria ou infelicidade na mente humana através da libertação de neurotransmissores específicos para cada um dos casos. Posto isto e ao escutar o último album de originais dos mogwai, Mr. Beast, deduzo que o meu cérebro esteja a marinar num caldo tépido de indutores de prazer. Prazer expansivo, explosivo e libertador. Os mogwai continuam a trilhar os caminhos do space rock, entre dinamismos de aceleração/desaceleração descendentes do math rock americano e a utilização bastante rara de vocalizações apenas como mais um instrumento. Se no passado os mogwai tiveram a ousadiam de dizer que "mogwai is slint", sendo os slint os pais do dito math rock, então hoje os mogwai são muito mais do que isso. Mais do que o dinamismo start/stop. Mr. Beast revela-se um caixinha de surpresas. Desde a faixa glasgow mega snake, com uma explosão controlada de guitarras, até i chose horses, um dos momentos mais divinos do album com um crescendo de piano, guitarras e efeitos sonoros de mãos dadas com spoken word em japonês.

Música para ouvir, com phones de preferência, e deixar-se levar.

mogwai

4.14.2006

Confidências (II)

i) Sou vidrado em tecnologia e ficção científica, culpa do meu geek interior. Naturalmente que dei nomes ao pc e periféricos... O pc chama-se nostromo e o nano chama-se derelict, uma pequena homenagem a um dos meu filmes favoritos, o Alien. O telemóvel foi baptizado de Plan 9!

ii) Não suporto televisão. Depois de trabalhar no meio há quase 2 anos, estou a ganhar fobia ao referido electrodoméstico. Principalmente quando um gajo chega a casa e uma tipa berra, desde ontem, de uma forma histérica na televisão "Oh Michael!". Michael, faz lá o serviço como deve ser à rapariga que eu já não a posso ouvir.

iii) Na consequência do ponto ii), tenho 26 anos e ainda vivo com os meus pais. Quando penso nisto imagino sempre o videoclip dos Queen "I want to break free". Excepto na parte do drag, isso dispenso...

4.13.2006

There you have it folks, your moment of zen... (III)

... Big Train - He-hehehe-he-he-heeehe



4.12.2006

Sonhos lúcidos (II)

Os keane serem raptados por um gang de lolitas moscovitas sodomitas e os Maximo Park tocarem no seu lugar. O resgate seria negado e os moços cedidos à máfia russa para trabalhar num cargueiro, perdido algures entre o báltico e a gronelândia. A sua dieta consistiria de cabeças de peixe e krill.

TOOLísmo (III)

O primeiro single, "Vicarious", vai ser lançado a 17 de Abril. Oh, a espera... Melhor do que o single e o album juntos, é que a nave-mãe dos TOOL vai descer sobre o Parque das Nações a 26 de Maio. Presença confirmada (o Maynard enviou-me um sms ontem... é um querido...) no SBSR.

Já que falamos nisso... a ver: dEUS (outra vez, espero que o alinhamento seja diferente e que desta vez toquem a porra do Hotel lounge), Alice in chains (como será a experiência AnC sem Layne Staley?), EDITORS (um dos melhores de 2005), Franz Ferdinand (uma banda que não sucumbiu sob o peso do próprio hype, temos que lhes dar esse mérito) e Deftones (já agora...).

4.11.2006

There you have it folks, your moment of zen... (II)

... The Fast Show - Bono estente, pussycat.

Prémio Insatisfação garantida e o seu dinheiro não volta (II)

Guardar um iPod nano com um isqueiro no mesmo bolso é mau Karma. Uma hecatombe existêncial à espera de acontecer. Tenho o visor todo ratado, MESMO NO SÍTIO ONDE MOSTRA A FAIXA, ou seja, não consigo evitar olhar para o dito "ratanço". Diga-se a favor da minha pessoa que não sabia que tinha um isqueiro no bolso. Em todo o caso... hoje sim, arrependi-me de fumar. A apple, sempre muito prestável e solícita, permite a substituição do visor, mas o custo é quase idêntico ao de um iPod novo.

Ora, pénis para isto...

4.07.2006

Paneleirisses (II)

É o retrato de um país aplicado ao futebol.
Tem tudo o que é preciso, só perde por ser mole.
Toca a acordar, pessoal!
Queremos mais garra,
deixar de ficar felizes quando a bola vai à barra.
Vamos com tudo, meter o pé, chutar sem engano,
Que o último a chegar é cigano.
Ter medo deles? Isso era dantes!
Vamos embora encher de orgulho os emigrantes.
Sem esquecer que nas grandes emoções
quando grita um português, gritam logo 15 milhões.

Hey, não olhem para mim dessa forma. Estou apenas a fazer um exercício linguístico sobre abstracção...

Paneleirisses

Paneleiro, puta, cabrão, filho da puta, caixa d’óculos, sapatona, vaca, cabra, betinho, galdéria, anormal, idiota, atrasado mental, chato, puta de merda e cabrão do caralho são insultos. Apenas insultos. Insultos que ofendem apenas (quando ofendem) a quem são dirigidos. No caso da letra a quem , no abstrato “se corta a dar o litro”.

Para mim a liberdade de expressão não tem excepções.


Insultos são apenas insultos? Pedro Bidarra perde-se em semânticas. As palavras são apenas palavras é certo quando desprovidas de sentimento, o que não é o caso: "O último a chegar é paneleiro". Ninguém gosta de ser o último por ser um sinal de fraqueza, de derrota, e nesse sentido o prémio (ou seja, castigo) seria a adjectivação de paneleiro. Vamos remeter então a realidade do termo perjurativo "paneleiro" para o "abstracto", e dormir de consciência limpa esta noite. Denial is bliss e a abstracção também o aparenta ser.

E já que fala de liberdades, meu caro, o mercado em que estamos também ele é livre. A "liberdade de expressão" da BBDO, argumento de último reduto para justificar a sua atitude preconceituosa, acaba por custar ao seu empregador, a GALP, o descontentamento entre os utilizadores dos seu produtos. A GALP acaba por ter o que mereceu, afinal de contas, pois foi ela que deu a luz verde ao anúncio que a BBDO criou.

4.04.2006

Vícios (III)


Old school suede crimson red Pumas. Sou uma vítima do meu sentido estético.

red

Timewarp, cortesia Liz Fraser

A preparação para o esperado album dos TOOL foi interrompida temporariamente, tudo graças a Elizabeth Fraser e companhia. Refiro-me, naturalmente, aos Cocteau Twins que cometeram a deliciosa audácia de lançar a colectânea de singles, b-sides e a-sides "Lullabies to Violane". Este opus menor da célebre (e saudosa) 4AD (versão eights, ou seja, pré Red House Painters) está em repeat no cantante do Wolfing Hour, principalmente "The Spangle Maker". Os Cocteaus, e a Liz, no seu melhor. Ao todo são quatro cds, que traçam o percurso dos Cocteaus desde o EP Lullabies até o EP Violane. 14 anos (1982 até 1996) de muita e boa música.

Altamente recomendável e uma razão, tão boa como qualquer outra, para tirar o pó ao belíssimo Treasures. Efeito colateral expectável é revisitar, num futuro próximo, qualquer um dos seguintes: It'll end in tears dos This mortal coil, Spleen and ideal dos Dead can dance, qualquer album dos Bauhaus ou, porque nem só de 4AD vive um homem, Greed/Holy money dos Swans.


ct

4.01.2006

Sorte/Azar

Eu sabia que ir ao Casino Estoril seria deprimente, porque posso juntar ao azar no amor e ao azar no trabalho o completo azar ao jogo. Resta saber ao que é que eu tenho sorte.

3.28.2006

Confidências

i) A minha média de perguntas certas nos exames de código é 4.

ii) Tenho uma disfunção cerebral (cientificamente provada) que me impede de acertar no word verfication do blogger à primeira.

iii) Quando deixo de ouvir o me estão a dizer responto com muita convicção "Certo!", invariavelmente. Resulta sempre.

UPDATE / ERRATA: No ponto i) é perguntas erradas e não certas, naturalmente...

TOOLísmo (II)

Tirado do site da amazon.

10000

3.27.2006

TOOLísmo (I)

O presente blog está em êxtase, daquele a roçar no prazer orgásmico, devido ao lançamento do quarto album de originais dos mui excelsos TOOL. O album, 10,000Days de seu nome, está previsto para o dia 2 de Maio. O site oficial da banda já avançou com a artcover e a track do novo album. Convém lembrar que antes do lançamento do terceiro album, esse mesmo site divulgou informações erradas com o objectivo de combater a pirataria. (?)

O blogger de serviço, humilde servo dessa entidade superior de nome TOOL, está em preparação para o advento de outro capítulo de uma das suas bandas de referência. Isso implica, naturalmente, longas sessões de meditação acompanhadas musicalmente com esforços musicais anteriores dos seus mestres, revisão de conceitos de lacrimologia, projecção astral, limpeza de chakras e dádivas de natureza legal duvidosa ao seu apóstolo suíno Mo.

Este blog é, na sua grande parte, sobre música. Assim sendo, não se admirem se as postas até ao lançamento de 10,000 days, e mesmo após o seu lançamento, sejam relacionadas com os TOOL.

3.11.2006

Dieta musical (II)

Vibrações sonoras suaves para tempos agrestes e predisposições de natureza contemplativa...

Spiritualized - Amazing grace
Super Furry Animals - Love kraft
Boris - Pink
The Avalanches - Since I left you
The Beta Band - 3 EPs
Ryan Adams - 29
Tapes'nTapes - The loon

3.10.2006

Toca lá isso outra vez, Samuel!!! (I)

Por manifesta falta de veia literária da minha parte, por certo tudo o puderia vir a dizer sobre os The Dears nunca lhes iria fazer justiça.

Vou, em todo o caso, tentar...

Não sei o que andam a meter nos depósitos de água lá no Canadá, mas a quantidade de música (e da boa!) que o dito país tem vindo a regurgitar no últimos tempos é impressionante. Outra hipótese é a colheita de 2004 em específico. Pois é, segundo consta, no mesmo ano do belíssimo Funeral dos Arcade Fire foi editado este No Cities Left dos amigos The Dears. Tal como o nome indica, arrasa, com uma mistura explosiva de chamber pop, chanson, britpop anos 80 e até um bocadinho de noise, envolto numa registo vocal que deve tanto a Morrissey como a Neil Hannon e Damon Albarn.

Sim, é tão único e excepcionalmente genial quanto o estão a imaginar.

3.06.2006

Mais surpreendente...

que Felicity Huffman ganhar o Oscar para melhor actriz, só mesmo uma actriz transexual pós-operada ganhar o dito.

Fico à espera...

2.25.2006

Gis

A single death is a tragedy, a million is a statistic.
Stalin
Refiro-me, naturalmente, à morte social tal como o MVA a expôs. Nós, os LBGT, somos uma estatistica. De menor importância. De menor relevância. Temo que a situação nunca mude até a dita norma encarar a morte da Gis como uma pequena morte, pessoal, egoísta. Aquela da sua própria dignidade humana.

Paralaxe

... Capote na pessoa de Philip Seymour Hoffman.

Ever since I was a child, folks have thought they had me pegged,
because of the way I am, the way I talk. And they're always wrong.

Enrolei um cigarro enquanto descia as escadas rolantes e começei a remoer o que tinha visto. Fiz o telefonema da praxe para partilhar um pouco do meu dia e a parte final da noite. Não é exactamente a mesma coisa, mas por agora tem de ser assim. E o que tem de ser tem muita força, não é o que se costuma dizer?

Acendi o cigarro novamente, agora pela terceira vez, enquanto caminhava pelo passeio vermelho. Gasto. Cheio de graffitis. Adoro caminhar e adoro caminhar de noite neste caminho vermelho, em particular. Tem uma vista excelente do pragal, do parque da paz, da ponte 25 de abril. Hoje fui presenteado com um fino nevoeiro que, ao longe, encobre parcialmente o Cristo Rei. A sua iluminação incide sobre a estátua, pelo que flutua em pleno ar. Olho para o céu e relembro uma noite com duas luas. Olho para baixo e vejo a minha própria sombra, cigarro na mão, ponta incandescente contra o vermelho do passeio.

A ordem de tudo o que é, a forma como a realidade encaixa, justapõe-se a tudo o que possa querer (ou será crer?) sobre o universo. Toda e qualquer divergência é anulada e remetida ao paradoxo, sob o peso de uma consciência colectiva do tamanho do mundo e, no final, a nossa perspectiva de como tudo funciona é remetida a um erro de paralaxe.

Descarto o cigarro, entretanto extinto, e sigo o meu caminho.

2.20.2006

Invejas virtuais

Dei por mim a invejar aqueles ícones pequenos e rectangulares (rss, firefox, act/pass, etc...) que abundam por esse metaverso fora. Também quero uns!

A preto e branco, naturalmente.

Update: Feito. Chega de html por hoje...

Sonhos lúcidos I

Aquele devaneio punk revivalista dos Rakes chamado Stratsbourg, completamente destruído em álcool. A roupa interior é opcional.

Utopia induzida pela playlist da semana:
- Strasbourg, The Rakes
- Choo choo, Artics Monkeys
- Hell yes, Beck
- Sky stars falling, The Doves
- Double dare, Bauhaus
- Bend over i'll drive, The Cramps
- To be young (is to be sad, is to high) - Ryan Adams

2.18.2006

Aceitar boleias de estranhos é bom karma III

... American Psycho na pessoa de Christian Bale

'Two StoIi on the rocks.'
'These aren't good any more. It's a cash bar. That wiII be $25.'
'You are a fucking ugIy bitch. I want to stab you to death and pIay around with your bIood.'

2.15.2006

Não tinha nada de melhor para fazer... ora toma lá um quiz


I'm a Lamborghini Murcielago!

You're not subtle, but you don't want to be. Fast, loud, and dramatic, you want people to notice you, and then get out of the way. In a world full of sheep, you're a raging bull.

Take the Which Sports Car Are You? quiz.


Ora vejamos...

Not subtle + Loud + Fast + Dramatic + Want people to notice you + Want people to get out of the way = Raging queen!

Uau... isto é melhor que Maya e o oráculo de Bellini juntos. Posso tentar de novo? Até sair algo mais vintage tipo Ford AC, Lotus Elan ou Shelby GT500?

I like your bass, your beat is nice

Look at the nice robots go... fierce! Check out the full "Hell yes" video at Beck's place.

hyes1

hyes2

2.14.2006

Viroses

Parece que andam por aí umas viroses malucas. Não, não estou a falar dos senhores apologistas do "bom senso". Essa sua condição, de molusco demagógico, já é crónica. Estou a falar da velhinha gripe, que deixou-me de rastos. Estou acamado (ou de quarentena, como disseram os meus colegas do trabalho) durante três dias, no mínimo, o que está a dar comigo em doido. E ainda só vou no primeiro dia.

"Olá... o meu nome é Graven e eu sou um... workaholic."
"OLÁÁÁÁÁ GRAVEN!!!!"

2.12.2006

De oportunidades perdidas

... e personalizações falhadas.

A minha mais recente encomenda da amazon correu mal. Passo a explicar. Quatro livros no total, um hardback, um paperback e duas bd's em paperback. Os dois primeiros chegaram com folhas dobradas e enfiados um dentro do outro, chegando a rasgar a capa de um. Felizmente, não aconteceu nada às bd's.

Embora não me incomode o rasgão do livro, ou os cantos das páginas dobrados - se fosses as bd's ou se fossem livros de oferta, aí sim voltava tudo para trás - enviei um mail a explicar o sucedido. São apenas livros, ou seja, não se aprecia o aspecto, mas sim o conteúdo das palavras. A resposta surgio sobre a forma de uma minuta, comum a mil outras reclamações. Eu trabalho num centro de apoio ao cliente, por isso sei como é que as coisas funcionam e estava à espera disto. O que realmente me chateou foi não terem se quer dado ao trabalho de personalizar a mensagem, ou seja, endereçar-me o corpo do texto.

Apenas "Dear costumer...".

São estes (pequenos) detalhes, que fazem a diferença. Tinham a oportunidade de me fidelizar como cliente... e não fizeram caso. Existe muita falta de rigor, profissionalismo e mesmo empatia no tratamento ao cliente. Isso não é só de agora, não tinha era a ideia que estava tão alastrado por esse mundo fora.

E alternativas à amazon, alguém sabe?


2.11.2006

Resonance

There has been “something” nagging in the back of my mind. Since when, I cannot say. Is it since the 3rd of January, 2005? Before? No. It is afterwards. It's a felling of being... disconnected. Useless. At first I was afraid. Afraid to open my eyes. Just trying to get by until October, so that he could return and everything would be normal again. I worked every shift I could get my hands on, working 10 hours straight or 14 days in a row. Everything to exhaust me to the point of numbness. And numbness came, and it scared the shit out of me. October came, went, and everything remained the same...

I've been trying so hard to find some meaning in my life in the wake of his absence, to regain some focus. He is not coming back. Not soon, I mean. So the best I can do is take it in the chin, and do nothing but the fucking best that I can do. I miss being proud of myself.

This is that “something” crystallized:
Love is not attached to a cyclical clock.
It is time to turn the page.


Epiphany courtesy of Mr Blue (via Paul Auster's “Ghosts”) and Chris's “Deceive us”.
Cheers, mates!

Ah, já que falamos do chewbacca

... uma posta de opinião.

Não, não é sobre o Star Wars que vou divagar, mas que falamos no assunto acho que a primeira trilogia (aquela da gaja com os donuts na cabeça) é de facto boa. Peca pela leveza. Dêem a negritude chuvosa de Blade runner, com os seus céus cinza televisão, ou a aridez e complexidade de Dune e sou um homem feliz.

A felicidade está na ilusão dos pequenos detalhes. Indistinguíveis, imaginamos a sua natureza, bem como a sua importância na nossa vida, a nosso belo prazer.

Esta tendência natural para moldar o que nos rodeia à belo prazer, leva-me à questão do tais cartoons dinamarqueses. Tenho lido diversos artigos de opinião onde se acusa o jornal dinamarquês de "falta de bom senso" e a referir as suas tendência de extrema-direita. Ora, então responder a uma provocação com um atentado à bomba é senso comum e ninguém me avisa? Já estou a imaginar... substituir livros de reclamações com carga de C4! Que estrondo!
Suponhamos que os editores do jornal sabiam exactamente o que estavam a fazer bem como tinham equacionado a resposta do mundo islâmico. Se for esse o caso então o alvo do seu escárnio dá um tiro no pé, ao mesmo tempo que mete mais um prego no caixão do ideal do "islão civilizado".

Ou será domesticado?

Este blogue é pró-dinamarca

... e pró-chewbacca também!

2.04.2006

Dieta musical

... Indie-pop-post-emo-punk-eletro-revivalista-qualquer-coisa.

Artic Monkeys - Whatever people say I am, That's what I am not
Editors - The back room
The Dears - No cities left
The Rakes - Capture/release
My Morning Jacket - Z
The Doves - No cities left
The Decemberist - Picaresque
Fall Out Boy - From under the cork tree
Khonnor - Handwriting
The Silver Jews - Tanglewood numbers

When the going gets tough

... the tough get shopping.


After the shopping equivalent of lobotomy, I'm felling oh so much better now.

2.03.2006

Multiverse

... or Do I look fat in this blog?

thin

This was the third recommendation in my amazon.co.uk store. It really doesn't add up with items I've marked as owned. Not by a longshot. So, amazon is either putting the publishers interest over that of their costumers or the multiverse is trying to tell me something...

Either way, I'm not amused.

2.01.2006

Mp3 killed sleeve art #6

... Bauhaus - 1979 1983.



Do acaso

Aconteceu por acaso, daqueles de probabilidade duvidosa, encontrar alguém que disse, com o ar mais acanhado que uma conversa de messanger possa permitir, "ouves os Editors...". Encontrei portanto outra pessoa em Portugal que ouve Editors.

Calculo que sejamos uns quatro. No máximo.

1.29.2006

Aceitar boleias de estranhos é bom karma II

... Neil Gaiman - Neverwhere.


'Earl's Court station isn't on the central line,' pointed out Richard.
The Marquis stared at Richard, openly amused. 'What a refreshing mind you have, young man,' he said. 'There really is nothing quite like total ignorance, is there?'


neverwhere

1.26.2006

Post terapêutico II

... eye candy, Mr Will Sasso.

lapa1

Todos os dias em A promovida, no People and arts. E talvez na Sic Mulher, não tenho bem a certeza.

Post terapêutico I

... como é que se controla o tamnho da letra nesta porra?

FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!
FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!FUCK!

1.22.2006

O Wolfing Hour esteve

... em blackout.

E a partir deste dia estará de luto político.

1.20.2006

Mp3 killed sleeve art #5

... Is this it - The Strokes

strokes

1.18.2006

Brownie points

... for the gay lads.

Graven - Olá Mãe... Foste ao cabeleireiro. Está giro.
Mamã Graven - Haja alguém que note. Que tristeza.
Graven - Ora esquece lá isso e dá-me cá um beijo, gaja gira!

Mp3 killed sleeve art #4

... The great annihilator - Swans

swans_an

Mp3 killed sleeve art #3

... Rid of me - PJ Harvey

rid

1.15.2006

Pequenos prazeres

... pancracio moscavado para a sobremesa.


pan

Directamente da Empório Casa.

Rotas migratórias

... da população marsupial lusitana.

De modo a evitar hate mail, envelopes bomba e maus olhados por parte das mães de bragança devido a esta posta, o The Wolfing Hour tem o prazer de fazer o seguinte anúncio:

O marsupial de serviço, Graven (Thylacoleonidae para os amigos), vai emigrar para os states.

E mai'nada. Agora, façam um círculo, unam as mãos em prece e aguardem ansiosamente o meu regresso.

Mp3 killed sleeve art #2

... ou Undertow - TOOL

undert

A geração marsupial

... explicada.

Embora trabalhe, ainda não saí de casa dos meus pais. Primeiro por razões óbvias, para além de frequentemente invejadas. Não há roupa para lavar. Não existe comida para fazer. Não há cama para fazer. Não existe roupa para lavar. Não existem contas para pagar. Tudo resume-se então a uma vida de excessos e luxos.

A vida é para se viver, e não sobreviver. Certo?

Esta condicionante leva-me às outras razões, menos óbvias claro está, bem como mais importantes como os pequenos detalhes frequentemente o são. Meter-me na aventura de viver sozinho - sim, porque viver acompanhado é, neste momento, impossível - implicaria abdicar de uma vida social. A verdade é que um nine to five vulgar - ou devo dizer ten to seven - neste pedaço de terra à beira mar plantado deixa pouco espaço de manobra para além do essencial. Deixa de haver noite, copos, livros, jantaradas, cinema e concertos. Vulgo, putas e vinho verde, portanto, o que na tenra idade de 26 anos é trágico. Muito trágico.

Venha então a cama feita e de lençois limpos, a roupa lavada, a boa comida e as contas pagas. Ah... e o arroz de marisco na marmita para levar para o trabalho, com camarões previamente descascados, naturalmente.

É indecente, não é? Deliciosamente indecente.

As seguintes postas têm o alto patrocínio

... Rufus Wainwright.

r


Aprils fools em repeat, profilaxia indicada para domingos trabalhadeiros. Cura tudo menos unha encravada.

1.05.2006

Mp3 killed sleeve art #1

... ou Dial "M" for Motherfucker - Pussy Galore

dialm

Aviso à navegação: A série "MP3 killed sleeve art" tem como objectivo fazer justiça à melhor iconografia (IMHO) impressa.

Sem presunção, apenas água benta.