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1.15.2006

A geração marsupial

... explicada.

Embora trabalhe, ainda não saí de casa dos meus pais. Primeiro por razões óbvias, para além de frequentemente invejadas. Não há roupa para lavar. Não existe comida para fazer. Não há cama para fazer. Não existe roupa para lavar. Não existem contas para pagar. Tudo resume-se então a uma vida de excessos e luxos.

A vida é para se viver, e não sobreviver. Certo?

Esta condicionante leva-me às outras razões, menos óbvias claro está, bem como mais importantes como os pequenos detalhes frequentemente o são. Meter-me na aventura de viver sozinho - sim, porque viver acompanhado é, neste momento, impossível - implicaria abdicar de uma vida social. A verdade é que um nine to five vulgar - ou devo dizer ten to seven - neste pedaço de terra à beira mar plantado deixa pouco espaço de manobra para além do essencial. Deixa de haver noite, copos, livros, jantaradas, cinema e concertos. Vulgo, putas e vinho verde, portanto, o que na tenra idade de 26 anos é trágico. Muito trágico.

Venha então a cama feita e de lençois limpos, a roupa lavada, a boa comida e as contas pagas. Ah... e o arroz de marisco na marmita para levar para o trabalho, com camarões previamente descascados, naturalmente.

É indecente, não é? Deliciosamente indecente.

2 comments:

Anonymous said...

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